O Barão do Rio Branco

O Barão do Rio-Branco foi o mais importante diplomata brasileiro de todos os tempos e sua atuação em cargos no exterior e como Ministro das Relações Exteriores lhe valeu o título de patrono da diplomacia brasileira. Dentre as várias missões especiais que liderou, Rio-Branco defendeu os direitos brasileiros, durante a fase culminante da disputa multissecular entre Brasil e França, referente à fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. A fase final desse litígio ocorreu em Berna, onde o Barão residiu por quase dois anos, a fim de acompanhar de perto o andamento do julgamento das defesas apresentadas pelos dois países ao Conselho Federal Suíço (autoridade arbitral escolhida de comum acordo entre as duas Partes). Nesse período, além da difícil e delicada exigência de estar sempre disponível para esclarecer dúvidas que surgissem durante o julgamento e acompanhar o complexo desenrolar do trabalho da autoridade arbitral, Rio-Branco também foi levado a uma intensa atividade lúdica , e, na sua residência em Berna, utilizou a gastronomia como ferramenta diplomática complementar, para manter sempre viva a simpatia que conseguiu angariar envolvendo as autoridades suíças, a sociedade bernesa bem como a diplomacia estrangeira residente naquela capital. Essa intensa atividade social paralela lhe rendeu admiração geral e boa vontade. O presente trabalho busca descrever a forma como o Barão agregou a gastronomia ao seu arsenal de instrumentos diplomáticos. Naturalmente, não foi o uso da gastronomia que levou o Brasil a obter a sentença arbitral favorável, mas os fatos expostos neste trabalho mostram que sua contribuição não deixou de desempenhar papel importante na decisão que resultou na incorporação definitiva do Brasil à 260.000 quilômetros quadrados em seu território.

Veja na loja

Política de Privacidade

Termos de uso

SanCtuS Recordings © 2023 / Todos os Direitos Reservados